domingo, 8 de janeiro de 2012



ao escritor

tua palavra, semente fértil,
explode em meus ouvidos,
frutifica.

tua palavra, flor cheirosa,
abre-se ao meu olhar,
desabrocha.

tua palavra, pedra rara,
brilha em minhas mãos,
cega-me.

tua palavra, flecha no alvo,
toca meu peito, meu leito, meu jeito,
tua palavra...
(aurea)
Os textos aqui publicados estão protegidos pela Lei de Direitos Autorais.
o que vem depois, na curva, descendo o caminho? seja o que for, você só chegará  para saber, se der todos os passos que o levem até lá. então,  olhe onde pisa, ou não saberá. o futuro se faz dos 'agoras'  emendados uns aos outros.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

 
sensações

o roçar dos nossos corpos , vício de veludo;
nossos cheiros farejados,
bocas e sexos degustados,
nossos sons em delírio  dissonante,
olhar no olhar , vertigem dos abismos.

Tudo em nós  se exalta,
Os corpos ardem
Se confundem
Se fundem
Se perdem
Se acham.


Em  solidão, vicio dos vícios,
toque, cheiro, gosto, gemidos, tudo desperdiçado.
Em mim o anseio por sua volta.
De novo você em mim,
Por um segundo,
Um lapso.

E a derradeira sensação, a que  me resta:
Anestesia sem a nossa festa.
                              
(aurea)
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gato jardineiro


não ha planta que resista. esse gato adora dormir em vasos.

O avesso da paixão

A calma e a serenidade,
O silêncio interior,
A paz do espírito que se eleva,
A visão do pequeno todo da própria vida
Da amplidão do pequeno espaço conquistado.

Não mais  a ânsia da expectativa,
Só a doçura de conhecer e não mais  querer,
Só a compreensão da dor sem mais doer,
Só a alma aberta como outrora os braços,
E os braços, finalmente os braços,
Um enorme abraço.

(aurea) 
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acerolas


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Vagalume


Vagalume de vôo incerto,

dança no meu jardim.

Imprevisível como a vida.

Seu acender e apagar nunca sabemos.


Mas a lição fica:

Onde quer que seja, quando for, será.

E a luz reacende!

(aurea)
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